Fatos e dados

2010

Vendas crescem 17% no primeiro semestre de 2010

O faturamento (prêmios diretos) do seguro de automóveis aumentou 16,6% no primeiro semestre de 2010 frente ao mesmo período do ano passado, totalizando R$ 9,408 bilhões contra R$ 8,068 bilhões, respectivamente. O resultado consolidado e os demais indicadores do seguro de automóveis revelam aquecimento do mercado, conforme demonstra o avanço de 15,9% da receita das seguradoras (prêmios ganhos), em igual período comparativo. Os prêmios ganhos saíram de R$ 7,628 bilhões para R$ 8,839 bilhões.

A alta é atribuída, ainda, ao reajuste no preço do seguro de automóvel, decorrente do acúmulo de danos a veículos causados pelos temporais de abril. Mais sinistros e consequentes indenizações elevaram os custos das seguradoras, que foram repassados ao preço do seguro.

Além disso, a redução da taxa de juros este ano em relação a 2009 influiu na rentabilidade das reservas financeiras das seguradoras. O resultado financeiro das seguradoras em relação à receita caiu de 14,9% para 12,6% entre janeiro-agosto de 2009 e de 2010, de acordo com dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep). A compensação de investimentos menos rentáveis costuma se dar com o aumento dos preços dos seguros.

Carro-chefe do mercado segurador, à exceção dos produtos do ramo vida e saúde, o seguro de automóveis mantém a liderança com indicativos consistentes. O seu faturamento (prêmios diretos) respondeu por 52,7% do total arrecadado no ramo de seguros não vida (exceto saúde) no primeiro semestre de 2010, acima da participação de 51,3% que detinha em igual período de 2009.

Com taxa de crescimento inferior à do faturamento (prêmios diretos) e da receita (prêmios ganhos), os sinistros retidos (pagamento de indenizações a danos cobertos pelo seguro menos descontos de cosseguro cedido, resseguro cedido e outros descontos, mais retrocessão aceita) aumentaram 10,4%. As seguradoras pagaram indenizações de R$ 5,659 bilhões, enquanto no mesmo período de 2009 o valor foi de R$ 5,124 bilhões.

Por outro lado, as despesas de comercialização subiram 13,5%, alcançando R$ 1,73 bilhão contra R$ 1,524 bilhão, em períodos de comparação idênticos. Entretanto, o índice de despesas de comercialização (despesas de comercialização frente a prêmios ganhos) cedeu de 20% para 19,6% no confronto de períodos iguais.

A sinistralidade – indicador que mede a relação entre sinistros retidos e prêmios ganhos – caiu de 67,2% em janeiro-junho 2009 para 64% em janeiro-junho 2010.

Dessa forma, a margem bruta de lucro das seguradoras (prêmios ganhos menos sinistros retidos e despesas comerciais) correspondeu a 16,4% da receita do seguro de automóveis entre janeiro-junho de 2010, acima dos 12,8% registrados nos seis primeiros meses de 2009.

Tabela 1
Tabela 1

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2009

• R$ 17,4 bilhões arrecadados em 2009

• Queda de preços e taxas

• Dados por região

• Dados por modelos

• Sinistralidade por faixa etária

R$ 17,4 bilhões arrecadados em 2009

O grupo de seguros de automóveis no Brasil abrange dois principais produtos: o seguro de automóvel (casco) e o seguro de responsabilidade civil facultativa. Fazem ainda parte desse grupo produtos de menor expressão como o seguro de acidentes pessoais para passageiros de veículos, o seguro extensão de garantia/automóveis, carta verde, etc.

A arrecadação de prêmios com seguros de veículos alcançou R$ 17,4 bilhões em 2009. O seguro de automóvel (casco) foi responsável por 76,7% desse faturamento, seguido pelo seguro de responsabilidade civil facultativa, com 20,9% e o de acidentes pessoais de passageiros, com 1,6% (Tabela 1).

A sinistralidade do segmento foi de 66% em 2009, com a maior taxa ficando por conta do seguro de automóveis, com 68%, seguido do seguro de responsabilidade civil facultativa, com 64,8%. Já, o seguro de acidentes pessoais de passageiros apresentou sinistralidade de apenas 12,3% em 2009.

O índice de despesas de comercialização do conjunto foi de 19,7% em 2009, com o seguro de automóveis em 20%, o de responsabilidade civil facultativa, em 18,6% e o de acidentes pessoais de passageiros, 20,1%.

Tabela 1

 

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Queda de preços e taxas

Embora a receita do grupo automóvel tenha crescido bastante nos últimos anos – o faturamento, medido pelos prêmios emitidos, passou de R$ 10,5 bilhões em 2004 para R$ 17,3 bilhões em 2009 - a participação do grupo no faturamento total do mercado de seguros supervisionados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) caiu de 23% para 20% devido à aceleração de vendas de outros ramos, notadamente, dos seguros de pessoas (Tabela 2).

No mesmo período comparativo, foram notáveis ainda os seguintes fatos:

• Forte redução da sinistralidade de 73% em 2004 para 63% em 2006 e alta desse percentual para 66% em 2009 (Tabela 3). A redução da sinistralidade foi devida ao melhor gerenciamento do perfil de risco enquanto a alta esteve relacionada aos preços menores do seguro cobrados pelas empresas.

• Aumento do índice de despesas de comercialização de 19,1% em 2004 para 20,7%, em 2008, com queda para 19,7%, em 2009 (Tabela 4).

• Até 2008, queda real do preço do seguro (crescimento menor que a inflação), causado pelo aumento da competição entre as seguradoras.

Tabela 2

Tabela 3

Tabela 4

 

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Dados por região

A tabela 5 mostra os dados de diversas regiões do Brasil e diz respeito aos seguros de automóveis até junho de 2009, ordenados segundo o quociente frequência de sinistros / automóveis segurados.

Note-se que “sinistro”, no caso, engloba roubo ou furto, colisão parcial, colisão perda total, incêndio e outros.

Vê-se, então, que a região metropolitana de São Paulo é a que apresenta o maior quociente de sinistros, com 47%, seguido do Litoral Norte de São Paulo, juntamente com a Baixada Santista, com 40%, e do Vale do Paraíba e Ribeira, com 31%.

A região metropolitana do Rio de Janeiro ficou em quinto lugar, com 22% de quantidade sinistros / segurados.

No extremo inferior ficaram as regiões dos estados do Sul do Brasil – Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Tabela 5

 

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Dados por modelos

A tabela 6 mostra os dez principais modelos de carros de passeio expostos (segurados), ordenados pelo número de roubos que sofreram no período janeiro-junho de 2009.

Os três primeiros foram Honda - CBX 250 Twister, Honda - NX-4 Falcon 400 e Honda - XR 250 Tornado.

 

Tabela 6

 

* A tabela completa com todos os modelos de carros roubados pode ser encontrada no site da Susep: www.susep.gov.br

A tabela 7 apresenta a relação prêmio/ importância segurada por região e, como tal, indica o risco dos sinistros cobertos pela apólice básica de seguros de automóveis de janeiro a junho de 2009.

A região metropolitana do Rio de Janeiro e do Pará encabeçam a lista, seguidas da região metropolitana de São Paulo, Acre e Amazonas.

No extremo inferior (riscos menores), Blumenau e regiões de Santa Catarina, Ribeirão Preto e demais municípios de Campinas, várias regiões do Paraná e do Rio Grande do Sul.

Na medida em que o preço do seguro espelha o risco, é de se esperar que o ranking espelhe também, em ordem decrescente, o preço do seguro por região.

Tabela 7

 

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Sinistralidade por faixa etária

A tabela 8 cruza a sinistralidade por faixa etária e por sexo. Ela ilustra o fato bem conhecido de que, como condutoras de veículos, as mulheres apresentam risco menor para as seguradoras que os homens.

Esse fato tem tido repercussão sobre a sinistralidade: por exemplo, na faixa entre 18 e 25 anos, a sinistralidade do sexo masculino no primeiro semestre de 2009 foi de 85%, contra 56% das mulheres.

Tabela 8

 

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